Fotógrafa cria série para descontruir a ideia de que existem “coisas de menino” e “coisas de menina”

A ideia partiu do próprio filho de Kirsten McGoey, que gosta de dançar e cantar, atividades consideradas “de menina”

A fotógrafa Kirsten McGoey relata que seu filho gosta de jogar futebol. Entretanto, o garoto também gosta muito – e talvez até mais do que do esporte – de dançar. De acordo com ela, o menino passa tanto tempo rodopiando pela casa que ela chega a ficar tonta somente de lembrar.

Devido a isso, o garoto acabou servindo de inspiração para que McGoey criasse a série “A Boy Can Too” (Um Menino Também Pode, em tradução livre). A série em questão fala a respeito de garotos cujas paixões ainda são vistas pela sociedade como “coisas de menina”.

Kirsten conta que assim como seu filho, quando criança, ela também gostava de coisas que eram vistas como o sexo oposto. Devido a isso, a fotógrafa explica que pautas relacionadas à igualdade de gênero sempre mexeram bastante com ela, uma vez que contribuíram para que ela não abrisse mão das coisas que gostava para se adequar a opinião alheia. Atualmente, ela é mãe de três garotos e percebeu que isso também acontece com eles.

O filho do meio de Kirsten foi a inspiração para que tudo começasse. O menino sempre gostou de atividades como cantar, dançar, interpretar personagens e sapatear. Após a divulgação das primeiras imagens da série, a fotógrafa recebeu casos de outros meninos que passaram por duros julgamentos por seus gostos pessoais.

Assim, além de fotografar os meninos realizados as suas atividades preferidas, ela também procura conversar com eles.Partindo dessas conversas, Kirsten busca entender as situações vivenciadas pelos garotos. Através das conversas, ela acabou descobrindo que casos como o do seu filho são normais e, muitas vezes, meninos que gostam de cantar e dançar acabam se sentindo pressionados a abandonar essas atividades por serem consideradas femininas.

Kirsten também conta que ela chegou a ser questionada a respeito da possiblidade de seu filho ser gay. De acordo com ela, as pessoas desejavam saber se ela não tinha medo de que isso acontecesse devido ao fato de que ele gosta da cor rosa e realiza atividades “femininas”.

Ela, entretanto, afirma não compreender como as pessoas estabelecem esse tipo de relação entre gostos e sexualidade e afirmou que devido a esses questionamentos seu projeto precisa de ainda mais esforço para convencer as pessoas a se desprenderem de tais pontos de vista ultrapassados.

 

Escrito por Paulo Da Silva

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