Trombofilia: gestantes são até cinco vezes mais propensas a sofrer com a doença; segundo Ministério Saúde.

A trombofilia é uma pré disposição a desenvolver Trombose, um desiquilíbrio na produção de coágulos que pode ter consequências graves.

A trombofilia é uma pré disposição a desenvolver Trombose, que se trata de um desiquilíbrio na produção de coágulos causando “trombos”. Pelas alterações hormonais e de peso, gestantes são mais propensas a desenvolver a doença em alguma fase da gestação.

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O que pode causar a trombofilia? A trombofilia pode ser hereditária ou adquirida, a trombofilia hereditária tem causa genética, enquanto a adquirida é causada por vários fatores clínicos como: Doenças (câncer, síndrome anticorpo anti-fosfolípide), Uso de medicamentos (terapia de reposição hormonal, anticoncepcional oral, heparina), Puerpério (período de 45 dias após o parto), Obesidade, Gravidez e Imobilização prolongada.

Quais as complicações? Trombose venosa profunda, Embolia pulmonar (Pode ser Fatal), Acidente Vascular Cerebral (AVC), Trombose na placenta ou cordão umbilical, Complicações na gravidez (retardo do crescimento fetal, abortamento, perda do bebê, início precoce de pré-eclâmpsia – aumento da pressão arterial com complicações na gestação, descolamento prematuro da placenta.

Quais os sintomas? A doença trombofilia não tem sintomas, mas quando se desenvolve são causados os sintomas conforme a complicação desenvolvida por ela:  Trombose venosa profunda inchaço principalmente nas pernas que ficam inflamadas, vermelhas e quentes; Embolia pulmonar falta de ar e dificuldade para respirar; AVC perda súbita da fala, visão e movimentos; Trombose na placenta ou cordão umbilical parto prematuro, complicações na gravidez (pré-eclâmpsia) e abortos repetidos.

Qual é o tratamento? Depois de confirmado o diagnóstico da doença; se inicia o tratamento com anticoagulantes, e medicamentos como Heparina (via intravenosa), Heparina de baixo peso molecular (injeções abaixo da pele), Warfarina (via oral). Vale lembrar que no ano passado o governo anunciou a disponibilização da Enoxaparina ( utilizada no tratamento da trombofilia em gestantes) no Sistema Único de Saúde (SUS). 

Segundo o mestre em ginecologia e obstetrícia pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Alberto Guimarães, a gestação não é um fator de risco para o desenvolvimento da doença e sim o aumento significativo de produção desses coágulos no corpo da gestante para a sua proteção natural.

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Essa produção extra de coagulação natural é produzida pelo corpo da gestante para prevenção de possíveis problemas ou complicações durante a gestação ou parto, como o acometimento em uma hemorragia no parto ou pós-parto. Podendo assim evitar quadros mais graves.

É recomendado sempre o acompanhamento de um médico obstetra durante toda a gestação para identificação, tratamento e acompanhamento da gestante; a futura mamãe deve comparecer a todas as consultas de pré-natal assim como realizar todos os exames pedidos durante a gestação, para acompanhamento e prevenção de possíveis complicações.

Alberto Guimarães é formado em medicina pela Faculdade de Medicina de Teresópolis e Mestre pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), o médico é responsável pela difusão do programa “Parto Sem Medo” que sensibiliza e estimula as mulheres terem partos naturais, foi também Secretário de Saúde Do Estado De São Paulo.

A trombofilia é uma doença grave, que pode gerar complicações terríveis princialmente para as gestantes. Por isso a importância do acompanhamento da gestação por um profissional da saúde, mas vale lembrar que assim que diagnosticada a doença é tratável até a sua cura.

Escrito por Paulo Da Silva

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