Uma década da grávida de Taubaté; relembre o episódio que ‘trolou’ o Brasil inteiro

O caso aconteceu há 10 anos mas nunca mais saiu da memória dos brasileiros

Uma barriga de mentira, um vestido estampado e uma mentira levada e sustentada até mesmo em programas de TV marcaram para sempre a história de Maria Verônica Santos, que ficou famosa e recebeu o codinome de “Grávida de Taubaté”, história essa que completa seus 10 anos desde a revelação na televisão, nesta terça-feira, dia 11.

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A mulher havia simulado uma gravidez de quadrigêmeas e desde então, começou a receber diversas doações, como fraldas, móveis, dinheiro e enxoval para as bebês das quais ela até mesmo deu nomes: Maria Clara, Maria Eduarda, Maria Fernanda e Maria Vitória.

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A história que ela contava nas entrevistas era a mesa; que, como já era mãe, o casal formado por ela, que era pedagoga, e um operário, estavam com dificuldades financeiras em relação ao sustento do “aumento” da família.

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O caso despertou a atenção das mídias locais devido à sua natureza inusitada – de acordo com especialistas na área da fertilidade, a probabilidade de que aconteça uma gravidez quádrupla é de uma em 15 milhões.

Descoberta por inúmeros programas de televisão, a mulher começou a viver como uma celebridade e era convidada por todos para que contasse sua história. Verônica chegou até mesmo a mostrar a rotina e as “dificuldades” de realizar algumas tarefas diárias devido a barriga da “gestação”.

O parto, de acordo com Verônica, aconteceria mais para o fim de janeiro. Mas, a polícia suspeitou e iniciou investigações referentes ao caso depois que um médico que havia atendido a mulher afirmou que, na ocasião, ela não era gestante, assim, havia uma incoerência na história dela.

Enilson de Castro, advogado dela, posteriormente revelou a farsa na madrugada de 20 de janeiro. Conforme ele, a cliente estava usando uma barriga de silicone que tinha enchimentos. Ele disse que a mulher não revelou tudo antes, devido as proporções que o caso tomou.

Depois da chocante revelação, a mulher prestou depoimento e acabou sendo processada por uma mulher, administradora de empresas de Santa Catarina, que reconheceu que o ultrassom usado por Maria Verônica como prova da gestação quádrupla, pertencia a ela.

Passados três anos desde toda essa polemica a pedagoga e seu marido Kléber Eduardo Melo acabaram tivendo o processo de estelionato encerrado por parte da Justiça.

Escrito por Informe Cl

Colunista de notícias dedicada a escrever artigos de qualidade sobre saúde, TV, notícias de grande repercussão, notícias gospel e demais assuntos.